Abaixo-assinado contra o avanço do projeto Contorno Norte
Uma nova rodovia atravessando Campinas, Paulínia e Sumaré traria impactos profundos a regiões que possuem importantes patrimônios históricos, corredores de fauna e Áreas de Preservação Permanente, afetando também diversos bairros urbanizados com milhares de moradores. Os danos ambientais, como supressão de áreas verdes e poluição do ar, prejudicariam a qualidade de vida da população, e o aumento exacerbado do tráfego de caminhões e veículos pesados diminuiriam a segurança de pedestres e ciclistas. Vamos dizer não a mais um projeto predatório que desconsidera o meio ambiente e a sociedade civil!

Viadutos de até 12 metros de altura passando por dentro de bairros de Barão e Paulínia?
Parece futurismo, mas esse é o projeto Contorno Norte, que prevê a passagem de nova rodovia, ligando outras estradas importantes da região com o intuito de tirar o tráfego pesado do centro da cidade.
O Contorno Norte de Campinas é um novo segmento rodoviário de aproximadamente 32 km de extensão, que ligará a Rodovia Dom Pedro I (SP-065) — no trevo da Leroy Merlin e Decathlon, no km 129, em Campinas — à Rodovia Anhanguera (SP-330) — no trevo da 3M e Honda, no km 110, em Sumaré.
O projeto atravessa três municípios: Campinas, Paulínia e Sumaré. A rodovia está sendo planejada como Classe Zero — o padrão mais elevado de projeto rodoviário —, duplicada, com duas faixas de rolamento por sentido, canteiro central e faixa de domínio de 100 metros de largura.
O empreendimento é de responsabilidade da Concessionária Rota das Bandeiras S.A., que administra o Corredor Dom Pedro I.
O problema?
Mais trânsito de caminhões e veículos pesados, mais poluição sonora e de ar, Áreas de Preservação Permanente e corredores de fauna afetados, além de impactos diretos na qualidade de vida dos moradores dos bairros atingidos.
Muitos moradores dos bairros do Contorno já se mostraram contra essa proposta, reivindicando o direito de serem informados e ouvidos.
Grande parte da região afetada é composta por bairros residenciais e repleta de áreas verdes. Uma rodovia passando por meio desses trechos significa tirar a paz, tranquilidade e, mais que isso, trazer impacto ambiental, tráfego intenso e riscos à segurança da população.
Tanto o ICMBio quanto a FJPO, responsável pela gestão da Mata de Santa Genebra, apresentaram manifestações expressando preocupações significativas com o traçado proposto, especialmente o que afeta zonas de amortecimento de unidades de conservação.
A área afetada contém Áreas de Preservação Permanente (APPs) e corredores de fauna , o que confere sensibilidade ambiental adicional ao traçado nesse trecho.

