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Prefeitura admite caos na gestão da proteção animal em Campinas

Prédio do DPBEA está em situações precárias
Prédio do DPBEA está em situações precárias (Foto: Gabinete WR)

A Prefeitura de Campinas reconheceu, em resposta ao nosso gabinete, que a situação da proteção e do bem-estar animal na cidade está em estado crítico. As próprias informações oficiais confirmam a falta de planejamento, de investimentos e as condições precárias em que servidores e animais são obrigados a conviver.

Obras sem prazo e sem orçamento

O projeto de reforma da sede do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBEA), anunciado pela Prefeitura, não possui orçamento definido, nem cronograma de execução. Até agora, o que foi feito se limita a pequenas intervenções de “asseio”, segundo a própria secretaria do Verde, sem resolver problemas estruturais graves.

Centro de Integração Animal segue no papel

Outra promessa antiga, o Centro de Integração Animal (CIA), continua apenas em fase de estudo preliminar. Não há projeto pronto, nem prazos definidos para sua implantação.

Animais em outro município a custo milionário

Enquanto falta estrutura em Campinas, cerca de 400 animais estão sendo mantidos em Mairinque, em outro município, com um contrato que já soma quase R$ 3 milhões.

Exames terceirizados e equipamentos parados

Os exames de radiografia e ultrassom continuam terceirizados, apesar de existir um equipamento de diagnóstico próprio do DPBEA que não está em uso, aguardando a finalização de uma reforma que não tem orçamento estimado nem previsão de término.

Sem atendimento veterinário 24h e sem plano de contratações

Não existe um plano de atendimento veterinário 24 horas para a cidade. Além disso, mesmo diante da falta evidente de profissionais, a Prefeitura sequer realizou um levantamento formal da demanda de pessoal necessária para melhorar o atendimento.

Inventário aponta riscos graves

Um “Inventário de Riscos e Ações de Controle”, emitido em julho, apontou uma série de falhas graves na estrutura e no funcionamento do DPBEA:

  • Medicamentos vencidos e produtos químicos sem identificação

  • Muro com comprometimento estrutural e risco de desmoronamento

  • Poço desativado aberto, com risco de acidentes

  • Erosões no solo

  • Falta de EPIs para servidores

  • Fiação improvisada, com risco de choque e incêndio

  • Ambientes com infiltração e risco de fungos e desabamento

  • Estoque de produtos inflamáveis sem controle, com risco de explosão


Até quando?

Os dados confirmam o que já denunciamos: a Prefeitura vem tratando a proteção animal com improviso e negligência. Animais e servidores continuam expostos a riscos, enquanto promessas não saem do papel e recursos são mal aplicados.

Veja o nosso discurso sobre esse assunto na tribuna:


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Editado por Gabinete Wagner Romão

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