Prefeitura admite caos na gestão da proteção animal em Campinas
- Wagner Romao Gabinete
- 26 de ago.
- 2 min de leitura

A Prefeitura de Campinas reconheceu, em resposta ao nosso gabinete, que a situação da proteção e do bem-estar animal na cidade está em estado crítico. As próprias informações oficiais confirmam a falta de planejamento, de investimentos e as condições precárias em que servidores e animais são obrigados a conviver.
Obras sem prazo e sem orçamento
O projeto de reforma da sede do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBEA), anunciado pela Prefeitura, não possui orçamento definido, nem cronograma de execução.
Até agora, o que foi feito se limita a pequenas intervenções de “asseio”, segundo a própria secretaria do Verde, sem resolver problemas estruturais graves.
Centro de Integração Animal segue no papel
Outra promessa antiga, o Centro de Integração Animal (CIA), continua apenas em fase de estudo preliminar. Não há projeto pronto, nem prazos definidos para sua implantação.
Animais em outro município a custo milionário
Enquanto falta estrutura em Campinas, cerca de 400 animais estão sendo mantidos em Mairinque, em outro município, com um contrato que já soma quase R$ 3 milhões.
Exames terceirizados e equipamentos parados
Os exames de radiografia e ultrassom continuam terceirizados, apesar de existir um equipamento de diagnóstico próprio do DPBEA que não está em uso, aguardando a finalização de uma reforma que não tem orçamento estimado nem previsão de término.
Sem atendimento veterinário 24h e sem plano de contratações
Não existe um plano de atendimento veterinário 24 horas para a cidade. Além disso, mesmo diante da falta evidente de profissionais, a Prefeitura sequer realizou um levantamento formal da demanda de pessoal necessária para melhorar o atendimento.
Inventário aponta riscos graves
Um “Inventário de Riscos e Ações de Controle”, emitido em julho, apontou uma série de falhas graves na estrutura e no funcionamento do DPBEA:
Medicamentos vencidos e produtos químicos sem identificação
Muro com comprometimento estrutural e risco de desmoronamento
Poço desativado aberto, com risco de acidentes
Erosões no solo
Falta de EPIs para servidores
Fiação improvisada, com risco de choque e incêndio
Ambientes com infiltração e risco de fungos e desabamento
Estoque de produtos inflamáveis sem controle, com risco de explosão
Até quando?
Os dados confirmam o que já denunciamos: a Prefeitura vem tratando a proteção animal com improviso e negligência. Animais e servidores continuam expostos a riscos, enquanto promessas não saem do papel e recursos são mal aplicados.
Veja o nosso discurso sobre esse assunto na tribuna:





Comentários