Mobilização faz prefeitura recuar do massacre de 348 árvores em obra de piscinão na Norte-Sul
- Wagner Romao Gabinete
- 23 de set.
- 2 min de leitura

A mobilização popular e nossa atuação firme junto aos órgãos de controle impediram que Campinas perdesse uma das principais áreas verdes da região central. Um projeto da Prefeitura previa a construção de um piscinão contra enchentes em frente ao Hotel Vitória, nas praças Ralph Stettinger e Augusto Cesar, com a derrubada de 348 árvores.
Graças à denúncia da falta de transparência e à exigência de maior diálogo com a população, a Prefeitura agora apresentou ao Ministério Público (MP) uma versão revisada do projeto: agora subterrâneo e com manutenção de 300 árvores, mantendo a supressão de 48.
Como nossa mobilização mudou o rumo do projeto
Com a obra prestes a ser iniciada, denunciamos a falta de transparência e o não envolvimento da população, garantimos audiência pública, levamos o caso ao BNDES (financiador da obra) e ao Ministério Público, que exigiu que a Prefeitura apresentasse alternativas para preservar a praça e as árvores que dão vida à região.
A nova proposta
A proposta revisada e apresentada ao Ministério Público na audiência realizada na última segunda-feira (22) reduz o tamanho do reservatório, mas mantém a capacidade de retenção de águas pluviais ao aumentar a profundidade. Apesar do recuo, a obra ainda prevê a retirada de 48 árvores e passa agora pela avaliação técnica do MP.
Segundo a Prefeitura, uma nova audiência pública deve ser convocada para apresentação e debate do projeto com a comunidade.
A luta não termina aqui!
“Evitar a destruição de centenas de árvores é uma grande vitória da sociedade e da consciência ambiental. Mas nosso trabalho de fiscalização continua, porque ainda precisamos garantir que cada decisão da Prefeitura seja transparente, responsável e respeite a vida que pulsa em nossas áreas verdes", afirma Romão.
A atuação conjunta da população, do Conselho Municipal de Meio Ambiente e de especialistas mostrou que mobilização social faz diferença.! Campinas não pode mais conviver com projetos elaborados sem diálogo e que ameacem seu patrimônio ambiental.








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