Por mais políticas públicas para neurodivergentes em Campinas
- Wagner Romao Gabinete
- 9 de set.
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de set.

Propomos a criação e presidimos uma Comissão Especial de Estudos (CEE) para debater e indicar ações que garantam o acolhimento e a inclusão das pessoas neurodivergentes em Campinas. A iniciativa, que vai iniciar os debates neste mês de setembro, busca avaliar o cenário atual para fortalecer políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social, cultura, esporte e trabalho.
Atualmente, milhares de pessoas neurodivergentes e suas famílias enfrentam, diariamente, obstáculos no acesso a direitos básicos. Faltam diagnósticos, terapias essenciais, formação de cuidadores, adaptações nas escolas e políticas integradas que assegurem inclusão social. A ausência de articulação entre as políticas públicas acaba resultando em negligência e isolamento.
A neurodivergência reconhece a variação natural do funcionamento neurológico como parte da diversidade humana, e não como doença. O termo engloba condições como TEA, TDAH, dislexia, entre outras, e propõe uma visão não patologizante dessas diferenças.
“Hoje enfrentamos um cenário de difícil acesso a laudos, atendimentos e à inclusão de pessoas neurodivergentes nos serviços públicos em Campinas. Não existe uma política pública intersetorial, o que temos são políticas fragmentadas, que não dialogam entre si e acabam gerando desatendimento. É preciso enxergar a pessoa neurodivergente de forma integral, reconhecendo suas múltiplas demandas, e construir uma política que articule diferentes setores para garantir seus direitos", afirma Romão.
Instalação da Comissão
A reunião inaugural da Comissão Especial de Estudos será realizada na próxima segunda-feira, 15 de setembro, às 10h, no Plenário da Câmara Municipal de Campinas, com transmissão ao vivo pela TV Câmara.
O encontro será aberto ao público e terá como pauta a apresentação dos objetivos da Comissão, a aprovação do planejamento dos próximos encontros e atividades e a escolha do relator.
A Comissão terá duração inicial de seis meses. Nesse período, serão discutidas questões como avaliação das políticas públicas existentes nas redes de saúde, educação e serviços intersetoriais, barreiras para diagnóstico e atendimento, estratégias para inclusão plena de pessoas neurodivergentes na vida social.
Participe e nos ajude a construir uma cidade que acolhe, respeita e garante direitos a todas e todos!








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