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Terceirização do almoxarifado da Saúde provoca desabastecimento de medicamentos em Campinas

Unidades de saúde de Campinas iniciaram o ano sem o recebimento regular de medicamentos e insumos básicos, prejudicando a distribuição de remédios básicos para toda a população. O problema é causado pela terceirização da gestão do almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde, transferida a uma empresa privada por meio de um contrato de R$ 19,9 milhões, sem a implementação de um plano adequado de transição e contingência por parte da administração municipal.

Em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), pacientes e profissionais relatam a falta de medicamentos essenciais, como losartana — utilizada no tratamento da hipertensão —, dipirona e até insulina, o que representa um risco grave, especialmente para pessoas com doenças crônicas, como diabéticos.



Postos de saúde enfrentam desabastecimento de remédios básicos (Foto: Reprodução)
Postos de saúde enfrentam desabastecimento de remédios básicos (Foto: Reprodução)


Durante visita ao Centro de Saúde Oziel, realizada no dia 15 de janeiro, profissionais da unidade informaram que a última entrega de medicamentos e insumos ocorreu em 13 de dezembro. Duas entregas subsequentes estavam previstas, mas não foram realizadas. Segundo os relatos, gestores e trabalhadores das unidades também estariam impedidos de buscar os medicamentos diretamente no almoxarifado, agora sob responsabilidade exclusiva da empresa terceirizada.



Fiscalização barrada e falhas na logística

Diante das denúncias da população e da constatação do desabastecimento, realizamos uma visita ao novo almoxarifado para apurar as razões pelas quais os medicamentos não estavam chegando às farmácias dos centros de saúde. As informações recebidas indicam que há estoque disponível no local, mas a distribuição para as unidades não tem ocorrido de forma regular.

Ainda na portaria do complexo onde funciona a empresa responsável pelo serviço, foi possível constatar que fornecedores aguardaram por quase uma hora para concluir a entrega de medicamentos à VTCLog. Em um dos casos, a entrega sequer foi efetivada.

A empresa se recusou a receber a equipe e não autorizou a fiscalização do espaço, o que configura afronta à prerrogativa constitucional de fiscalização parlamentar.





Em matéria publicada no portal oficial da Prefeitura, a própria administração municipal admitiu a possibilidade de “faltas pontuais” durante o período de “transição” do serviço de armazenamento para a empresa privada, estimando o prazo em até dois meses.

Ambulâncias e trabalhadores em desvio de função

Após a repercussão da denúncia, novos relatos chegaram ao gabinete. Ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do SAEC (Serviço de Atendimento a Pacientes Especiais e Crônicos) estariam sendo utilizadas para suprir falhas na logística da empresa terceirizada.

Imagens encaminhadas mostram ambulâncias realizando o transporte de medicamentos e insumos para centros de saúde, enquanto pacientes aguardam por veículos para atendimentos, consultas e tratamentos essenciais.

Além disso, trabalhadores foram obrigados a fazer trabalho de entrega e organização de medicamentos e insumos, em desvio de função.




Representação ao Ministério Público

Diante da gravidade dos fatos, protocolamos representação junto ao Ministério Público solicitando providências imediatas em relação ao desabastecimento de medicamentos nas unidades de saúde, ocorrido após a terceirização do Centro de Distribuição da Secretaria Municipal de Saúde.

Também foi levada ao conhecimento do MP a denúncia do uso indevido de ambulâncias, destinadas ao atendimento de pacientes, para o transporte de insumos e medicamentos.

👉 A população de Campinas não pode ficar desassistida por falhas de planejamento, incapacidade operacional da empresa contratada ou omissão do poder público.

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Editado por Gabinete Wagner Romão

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